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Olá!

Fico extremamente feliz em saber que sua leitura e avaliação, só me enriquecem. Obrigado pela visita e pela avaliação... Ms. Oldemar Nunes

segunda-feira, 8 de março de 2010

TDAH


           
            Pessoas com TDAH tem problemas para fixar sua atenção em coisas por mais tempo do que outras, é interessante salientar que crianças com TDAH não tem problemas para filtrar informações. Elas parecem prestar atenção às mesmas coisas que as crianças que não apresentam o TDAH prestariam. Crianças com TDAH se sentem chateadas ou perdem o interesse por seu trabalho mais rapidamente que outras crianças, parecem atraídas pelos aspectos mais recompensadores, divertidos e reforçativos em qualquer situação.
             Apresentam também dificuldades em controlar impulsos. Os problemas de atenção e de controle de impulsos também se manifestam nos atalhos que essas crianças utilizam, em seu trabalho. Aplicam menor quantidade de esforços e menor quantidade de tempo para realizar tarefas desagradáveis e enfadonhas.
            Existem vários graus de manifestação do TDAH, os mais caracterizados são tratados com medicamentos. Recebe às vezes o nome DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção) ou SDA (Síndrome do Déficit de Atenção).
            Na década de 1980, a partir de novas investigações, passou-se a ressaltar aspectos cognitivos da definição de síndrome, principalmente o déficit de atenção e a impulsividade ou falta de controle, considerando-se, além disso, que a atividade motora excessiva é resultado do alcance reduzido da atenção da criança e da mudança contínua de objetivos e metas a que é submetida.
            O Tratamento do TDAH deve ser multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao portador. A medicação é parte muito importante do tratamento.
            A psicoterapia que é indicada para o tratamento do TDAH chama-se Terapia Cognitivo Comportamental. Não existe até o momento nenhuma evidência científica de que outras formas de psicoterapia auxiliem nos sintomas de TDAH.
            O tratamento com fonoaudiólogo é recomendado para onde existe simultaneamente Transtorno de Leitura (Dislexia) ou Transtorno da Expressão Escrita (Disortografia). O TDAH não é um problema de aprendizado como a Dislexia e a Disortografia, mas as dificuldades em manter a atenção, a desorganização e a inquietude atrapalham bastante o rendimento dos estudos.
            O TDAH Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e normalmente ACOMPANHA POR TODA A SUA VIDA. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.
            A característica básica é a falta de persistência em atividades que necessitam de ATENÇÃO. Tentam fazer várias coisas ao mesmo tempo e, além de não acabarem nada, deixam tudo desorganizado.
            TDAH é reconhecido oficialmente pela OMS - Organização Mundial da Saúde. Em alguns países, como nos Estados Unidos, portadores de TDAH são protegidos por lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola.
            TDAH é o transtorno mais COMUM nas crianças e adolescentes (ocorre de 3 a 5%).
            O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com as demais crianças, pais e professores.
            As crianças são identificadas como "avoadas", "mundo da lua", "estabanadas", "bicho carpinteiro" etc. Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos.
            Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como as conhecidas dificuldades com regras e limites.
            Na vida adulta ocorre com problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho. Observam-se muitos portadores com problemas de memória (são muito esquecidos). A memória mais afetada é a Memória de Curto Prazo onde a atenção e concentração são mais exigidas. São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem “mudando de uma coisa para outra”, são impulsivos "colocam os carros na frente dos bois", “querem tudo na mesma hora”. O TDAH tem dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto interfere à sua volta. São freqüentemente considerados “egoístas”. Tem uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de DROGAS e ÁLCOOL, ANSIEDADE e DEPRESSÃO.
            Segundo Rohde e Benczick o TDAH é um problema de saúde mental que tem como características básicas a desatenção, a agitação (hiperatividade) e a impulsividade, podendo levar a dificuldades emocionais, de relacionamento, bem como a baixo desempenho escolar; podendo ser acompanhado de outros problemas de saúde mental.

SINTOMAS

DESATENÇÃO

 

§  Não prestar atenção a detalhes;
§  ter dificuldade para concentrar-se;
§  não prestar atenção ao que lhe é dito;
§  ter dificuldade em seguir regras e instruções;
§  desvia a atenção com outras atividades;
§  não terminar o que começa;
§  ser desorganizado;
§  evitar atividades que exijam um esforço mental continuado;
§  perder coisas importantes;
§  distrair-se facilmente com coisas alheias ao que está fazendo;
§  esquecer compromissos e tarefas;
§  problemas financeiros;
§  tarefas complexas se tornam entediantes e ficam esquecidas;
§  dificuldade em fazer planejamento de curto ou de longo prazo.


HIPERATIVIDADE e IMPULSIVIDADE

 

§  ficar remexendo as mãos e/ou os pés quando sentado;
§  não permanecer sentado por muito tempo;
§  pular, correr excessivamente em situações inadequadas;
§  sensação interna de inquietude;
§  ser barulhento em atividades lúdicas;
§  ser muito agitado;
§  falar em demasia;
§  responder às perguntas antes de concluídas;
§  ter dificuldade de esperar sua vez;
§  intrometer-se em conversas ou jogos dos outros;
§  a presença de TOC.


POSSÍVEIS CAUSAS


            Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento, pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização, planejamento etc.
            O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios). Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões.


1-  Hereditariedade.
2-  Problemas durante a gravidez ou no parto.
3-  Exposição a determinadas substâncias (chumbo).
4-  Problemas familiares como: um funcionamento familiar caótico, alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução.
5-  Famílias com baixo nível socio-econômico.
6-  Famílias com apenas um dos pais.
7-  Famílias caracterizadas por alto grau de agressividade.
8- Segundo Goldstein, alguns fatores podem propiciar o aparecimento do TDAH quando em condições favoráveis, por isso as causas do TDAH são de uma vulnerabilidade herdada ao transtorno que vai se manifestar de acordo com a presença de desencadeadores ambientais.
9-   A ansiedade, frustração, depressão.
10- Criação (educação) imprópria podem levar ao comportamento hiperativo.

1) Problemas Familiares:

            Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução da mãe, famílias com apenas um dos pais, funcionamento familiar caótico e famílias com nível socioeconômico mais baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crianças. Estudos recentes têm refutado esta idéia. As dificuldades familiares podem ser mais conseqüência do que causa do TDAH (na criança e mesmo nos pais).
Problemas familiares podem agravar um quadro de TDAH, mas não causá-lo.

2) Substâncias ingeridas na gravidez:

            Tem-se observado que a nicotina e o álcool quando ingeridos durante a gravidez podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se aí a região frontal orbital. Pesquisas indicam que mães alcoolistas têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção. É importante lembrar que muitos destes estudos somente nos mostram uma associação entre estes fatores, mas não mostram uma relação de causa e efeito.

3) Sofrimento fetal:

            Alguns estudos mostram que mulheres que tiveram problemas no parto que acabaram causando sofrimento fetal tinham mais chance de terem filhos com TDAH. A relação de causa não é clara. Talvez mães com TDAH sejam mais descuidadas e assim possam estar mais predispostas a problemas na gravidez e no parto. Ou seja, a carga genética que ela própria tem (e que passa ao filho) é que estaria influenciando a maior presença de problemas no parto.

4) Exposição a chumbo:

            Crianças pequenas que sofreram intoxicação por chumbo podem apresentar sintomas semelhantes aos do TDAH. Entretanto, não há nenhuma necessidade de se realizar qualquer exame de sangue para medir o chumbo numa criança com TDAH, já que isto é raro e pode ser facilmente identificado pela história clínica.

5) Hereditariedade:

            Os genes parecem ser responsáveis não pelo transtorno em si, mas por uma predisposição ao TDAH. A participação de genes foi suspeitada, inicialmente, a partir de observações de que nas famílias de portadores de TDAH a presença de parentes também afetados com TDAH era mais freqüente do que nas famílias que não tinham crianças com TDAH. A prevalência da doença entre os parentes das crianças afetadas é cerca de 2 a 10 vezes mais do que na população em geral (isto é chamado de recorrência familial).
            Porém, como em qualquer transtorno do comportamento, a maior ocorrência dentro da família pode ser devido a influências ambientais, como se a criança aprendesse a se comportar de um modo "desatento" ou "hiperativo" simplesmente por ver seus pais se comportando desta maneira, o que excluiria o papel de genes. Foi preciso, então, comprovar que a recorrência familial era de fato devida a uma predisposição genética, e não somente ao ambiente.
            Outros tipos de estudos genéticos foram fundamentais para se ter certeza da participação de genes: os estudos com gêmeos e com adotados. Nos estudos com adotados comparam-se pais biológicos e pais adotivos de crianças afetadas, verificando se há diferença na presença do TDAH entre os dois grupos de pais. Eles mostraram que os pais biológicos têm 3 vezes mais TDAH que os pais adotivos.
            Os estudos com gêmeos comparam gêmeos univitelinos e gêmeos fraternos (bivitelinos), quanto a diferentes aspectos do TDAH (presença ou não, tipo, gravidade etc.). Sabendo-se que os gêmeos univitelinos têm 100% de semelhança genética, ao contrário dos fraternos (50% de semelhança genética), se os univitelinos se parecem mais nos sintomas de TDAH do que os fraternos, a única explicação é a participação de componentes genéticos (os pais são iguais, o ambiente é o mesmo, a dieta, etc.).
            A partir dos dados destes estudos, o próximo passo na pesquisa genética do TDAH foi começar a procurar que genes poderiam ser estes. É importante salientar que no TDAH, como na maioria dos transtornos do comportamento, em geral multifatoriais, nunca devemos falar em determinação genética, mas sim em predisposição ou influência genética. O que acontece nestes transtornos é que a predisposição genética envolve vários genes, e não um único gene (como é a regra para várias de nossas características físicas, também).
            Também existe maior incidência de depressão, transtorno bipolar (antigamente denominado Psicose Maníaco-Depressiva) e abuso de álcool e drogas nos familiares de portadores de TDAH.

 

QUEM PODE DIAGNOSTICAR TDAH

           
            Para se diagnosticar um caso de TDAH é necessário que o indivíduo em questão apresente pelo menos seis dos sintomas de desatenção e/ou seis dos sintomas de hiperatividade; além disso os sintomas devem manifestar-se em pelo menos dois ambientes diferentes e por um período superior a seis meses.
            O DIAGNÓSTICO DE TDAH É FUNDAMENTALMENTE CLÍNICO, realizado por profissional que conheça profundamente o assunto, que necessariamente deve descartar outras doenças e transtornos, para então indicar o melhor tratamento.
                        O termo hiperatividade  tem sido popularizado e muitas crianças rotuladas erroneamente. É preciso cuidado ao se caracterizar uma criança como portadora de TDAH. Somente um médico (preferencialmente PSIQUIATRA) ou PSICÓLOGO podem confirmar a suspeita de outros profissionais de áreas afins, como fonoaudiólogos, educadores ou psicopedagogos, que devem encaminhar a criança para o devido diagnóstico.
             Existem testes e questionários que auxiliam o diagnóstico clínicoHoje já se sabe que a área do cérebro envolvida nesse processo é a região orbital frontal (parte da frente do cérebro) responsável pela inibição do comportamento, pela atenção sustentada, pelo autocontrole e pelo planejamento para o futuro.

O USO DE MEDICAMENTOS

 

            É importante frisar que o cérebro deve ser visto como um órgão cujas partes apresentam grande interligação, fazendo com que outras áreas que possuam conexão com a região frontal possam não estar funcionando adequadamente, levando aos sintomas semelhantes aos de TDAH.
            Os neurotransmissores que parecem estar deficitários em quantidade ou funcionamento, em indivíduos com TDAH, são basicamente a dopamina e a noradrenalina, que precisam ser estimuladas através de medicações.
            Algumas pessoas precisam tomar estimulantes como forma de minorar os sintomas de déficit de atenção/hiperatividade, entretanto nem todas respondem positivamente ao tratamento. É importante que seja avaliada criteriosamente a utilização de medicamentos em função dos efeitos colaterais que os mesmos possuem. Em alguns casos, não apresentam nenhuma melhora significativa, não se justificando o uso dos mesmos. A duração da administração de um medicamento também é decorrente das respostas dadas ao uso e de cada caso em si.
            O tratamento baseia-se em medicação e acompanhamento psicológico e, se necessário, fonoaudiológico, terapeuta ocupacional ou psicopedagógico. É importante que seja avaliada criteriosamente a utilização de medicamentos em função dos efeitos colaterais que os mesmos possuem.
            Mais de 80% dos portadores de TDAH beneficiam-se com o uso de medicamento. Em alguns casos, não apresentam nenhuma melhora significativa, não se justificando o uso dos mesmos. A duração da administração de um medicamento também é decorrente das respostas dadas ao uso e de cada caso em si.
            Famílias caracterizadas por alto grau de agressividade nas interações, podem contribuir para o aparecimento de comportamento agressivo ou de oposição desafiante nas crianças, o que pode ser denomiado de HIPERATIVIDADE DE FUNDO SOCIAL, diferente de TDAH. Alguns autores usam a terminologia Desordem em lugar de Transtorno, portanto DDAH em lugar de TDAH.