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Olá!

Fico extremamente feliz em saber que sua leitura e avaliação, só me enriquecem. Obrigado pela visita e pela avaliação... Ms. Oldemar Nunes

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Resumo do Poster do I Congresso Luso-Brasileiro



Resumos dos Posteres Interactivos do
I Congresso Luso-Brasileiro de Psicologia da Saúde
(Faro, 5-7 de Fevereiro de 2009)

  

C139

ANÁLISE DESCRITIVA DOS INDICADORES DE BEM-ESTAR NO TRABALHO EM TRABALHADORES DE EMPRESAS PRIVADAS

(...) Oldemar Nunes

Este  estudo  teve  como  objetivo,  conhecer  o  grau  de  percepção  de  Bem‑estar  no Trabalho  (BET)  de  profissionais  de  vários  segmentos.  Bem‑estar  no  Trabalho  é caracterizado por três dimensões: satisfação no trabalho, envolvimento com o trabalho e comprometimento  organizacional  afetivo.  Participaram  53  profissionais;  40  do  sexo feminino  e 13 do sexo masculino. A idade média foi de 32,7 anos, com predominância de  solteiros e  formação  acadêmica  superior completo  . A maioria não ocupa cargo de chefia.  Coletaram‑se  dados  através  de  três  escalas  relativas  às  dimensões  referidas  – Escala de Satisfação no Trabalho, Escala de Envolvimento com o Trabalho e Escala de Comprometimento  Organizacional  Afetivo.    Dessa  pesquisa  resultou  em  média  de Satisfação  no  trabalho;  média  de  Envolvimento  organizacional  e  média  de comprometimento  organizacional  afetivo  e  respectivos  desvios  padrão  e  freqüências. Estudou‑se as correlações dessas três dimensões de bem‑estar no trabalho. Concluindo‑se  que  existe  correlação  positiva  e  significativa  entre  Satisfação Geral  no Trabalho  e Envolvimento  com  o  Trabalho.  Além  disso,  os  escores  médios  pesquisados  foram comparados  com  as  respectivas  escalas  a  partir  do  teste  t  quanto  à  satisfação  no trabalho, envolvimento com o trabalho e comprometimento organizacional afetivo a fim de verificar  a probabilidade de erro calculada. 

Dissertação


A MEMÓRIA DE CURTO PRAZO DO UNIVERSITÁRIO E A PRÁTICA DE JOGOS: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO

 

OLDEMAR NUNES





RESUMO

Este estudo avalia inicialmente a memória de curto prazo de  estudantes universitários; verifica a seguir as modalidades de jogos  por esses  universitários e a freqüência com que os mesmos são praticados e, finalmente, relaciona o nível de memória de curto prazo verificado com  a prática de jogos. Parte da hipótese de que a prática de jogos influencia na memória de curto prazo. Utiliza-se do Teste Pictórico de Memória – TEPIC-M de Rueda, F. J. M. e Sisto, F. F., devidamente validado para nossa realidade e de escala auto-avaliativa de prática de jogos de lazer/esporte, a qual visa verificar o tipo de jogo praticado, de movimentação física, raciocínio lógico ou conhecimento e os jogos digitais. Desenvolve-se junto a 100 universitários, de ambos os sexos. Os resultados são analisados por meio do Statistical Package for Social Sciences for Windows, SPSS, versão 12.0. Os níveis de memória de curto prazo encontrados foram muito baixos: Inferior (66%), Médio Inferior (25%); Médio(2%); Médio Superior (6%) e Superior (1%). A prática de jogos em suas diversas modalidades também foi reduzida em Jogos de Movimento, JM, e em Jogos Digitais, JD ( 25%) e maior em Jogos de Raciocínio, JR ( 61%). A correlação entre os resultados do TEPIC-M e a frequência de participação em JM, revelou-se positiva, uma vez que os que não praticam nunca JM, 74%, não atingiu sequer o nível médio de memória; o mesmo sendo observado em relação a JD, com 70% dos participantes que não praticam esses jogos, sem atingir o nível médio de memória; e, em relação a JR, uma porcentagem menor (44%) dos que não praticam esses jogos, sem atingir o nível médio de memória, dados que indiretamente, comprovam a hipótese deste estudo

Palavras-chave: Memória de curto prazo, Jogos, estudante universitário, aprendizagem, cognição.


  
ABSTRACT

This study initially evaluates the short-term memory of University students, then the modalities of games by these students and the frequency with which these are practiced are verified, and finally the level of short-term memory observed is related to the playing of games. Our hypothesis is that the practice of playing games is influenced by the short-term memory. Term of Free and Informed Consent - TCLE (Annex A). We utilize the Pictorial Test of Memory - TEPIC-M from Rueda, F. J. M. and Sisto, F. F., duly validated for our reality, and the self-evaluative scale of the practice of leisure/sport games, which aims to determine the type of game played, whether of physical movement, logical reasoning or knowledge and digital games. The research is performed with 100 students of both genders. The results are analyzed by means of the Statistical Package for Social Sciences for Windows, SPSS, version 12.0. The short-term memory levels found were very low: Low (66%), Lower Average (25%), Average (2%), Higher Average (6%) and High (1%). The practice of playing games in their various modalities was also low in Movement Games - JM and Digital Games - JD (25%) and higher in Reasoning Games - JR (61%). The correlation between the results in the TEPIC-M and the frequency of participation in JM proved to be positive, since those who never practiced JM (74%) did not reach even the average level of memory; the same was observed regarding JD, with 70% of their participants who do not play these games without reaching the average level of memory; and, with relation to JR, a smaller percentage (44%) of those who do not play these games without reaching the average level of memory, data which indirectly confirm the hypothesis of this study.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Atenção e motivação necessidades da memória

Atenção e motivação unem-se à memória: subsídios que referenciam esta ligação


A Atenção é um processo cognitivo que permite controlar os estímulos irrelevantes, perceber estímulos importantes e passar de um estímulo para outro. Segundo Ratey (2001), o hipocampo tem um papel importante no processo da atenção (vide figura 1). Em ocorrência ao acesso a tantas memórias, se o sistema de ativação reticular reage a alguma estimulação sensorial, o hipocampo pode compará-lo a antigas experiências e determinar sua novidade. A atenção dirigida nada mais é do que uma atenção focalizada a algum estímulo.
Como estrutura teórica, de acordo com Duschek, Matthias e Schandry (2005) encontram-se as seguintes funções do sistema de atenção: o alerta, a atenção concentrada atenção dividida e atenção sustentada. Segundo os autores, esta classificação foi amplamente aceita e parece bastante conveniente.
Ainda segundo os autores, o estado de alerta refere-se a um estado físico e mental generalizado de prontidão para responder aos estímulos significativos. A atenção concentrada refere-se à habilidade de selecionar a informação relevante de uma fonte ou de excluir um tipo de informação irrelevante. A atenção dividida ocorre quando nos deslocamos rapidamente de um foco dirigido para outro.  É a habilidade de responder simultaneamente a mais de um estímulo ou tarefa. Por fim, a atenção sustentada envolve uma resposta comportamental consistente por um período de tempo mais longo durante a atividade contínua e repetitiva.                                                   
Considera-se a atenção como um processo psicológico mediante o qual concentramos a nossa atividade psíquica sobre um determinado estímulo. E este, solicita uma sensação, uma percepção, uma representação, um desejo, um afeto etc., com o objetivo de fixar, definir e selecionar as percepções, as representações, os conceitos e elaborar finalmente, o pensamento. Resumindo, pode-se considerar a atenção como a capacidade de se concentrar.
A atenção sofre uma alteração bem específica. Com o aumento da idade surge declínio em relação à atenção dividida, que se caracteriza pelo processamento de duas ou mais informações ao mesmo tempo. Por exemplo: prestar atenção em uma leitura e numa conversa ao mesmo tempo (NUNES, 1999).
A atenção é um processo intelectivo que depende totalmente da vontade. A atenção não é uma função psíquica autônoma, ela encontra-se vinculada à consciência. Sem a atenção a atividade psíquica se processaria como um sonho vago. A atenção é um processo espontâneo e ativo. O grau ou intensidade de concentração da atenção sobre determinado objeto, não depende apenas do interesse, mas sim do estado de ânimo e das condições gerais do psiquismo.
O interesse e o pensamento, portanto, são os dirigentes da atenção. E a intensidade com que a executamos a atenção é o grau da concentração alcançada. As alterações da atenção afetam um importante papel no processo de conhecimento, da memória. Em geral estas alterações decorrem de perturbações de outras funções das quais depende o funcionamento normal da atenção. Assim, a fadiga, os estados tóxicos, os psicopatológicos, etc., determinam a incapacidade de concentrar a atenção. Atenção, motivação e memória funcionam interligadas.
A motivação consiste num conjunto de forças internas que leva o indivíduo a atingir certo objetivo como resposta a um estado de necessidade, desequilíbrio ou carência. É o processo responsável pela persistência dos esforços de uma pessoa para alcançar uma determinada meta. O termo motivação derivado do verbo em latim "movere" apresenta-se na literatura com diversas definições e, relaciona-se ao fato da motivação levar uma pessoa a fazer algo, mantendo-a na ação e ajudando-a a completar tarefas (PINTRICH & SCHUNK, 2002).
Segundo Abraham Maslow (1970), o homem se motiva quando suas necessidades são todas supridas de forma hierárquica.  A Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow é a mais conhecida. Segundo Abraham Maslow, dentro de cada ser humano existe uma hierarquia necessidades dividida em cinco categorias: fisiológica, segurança, social, estima e auto-realização. Com a Teoria das Necessidades Humanas, de Abraham Maslow, constatou-se que as pessoas são motivadas para alcançar a satisfação das suas necessidades humanas, em uma hierarquia de necessidades, desde a fisiológica, passando pela de segurança, social e estima, até a mais motivadora, que é a auto-realização. Ficou clara a importância dada por Maslow para a satisfação das necessidades de ordem psicológicas, isto é, a social, de estima e de auto-realização, como as mais motivadoras.
Já para Herzberg (1971), a motivação é alcançada através de dois fatores: fatores higiênicos que são estímulos externos e que melhoram o desempenho e a ação dos indivíduos mas que não consegue motivá-los.  E os fatores motivacionais que são internos, ou seja, são sentimentos gerados dentro de cada indivíduo a partir do reconhecimento e da auto-realização gerada através de seus atos.
McClelland (1972) identificou três necessidades que seriam pontos-chave para a motivação: poder, afiliação e realização. Para este Autor, tais necessidades são “secundárias”, são adquiridas ao longo da vida, mas que trazem prestígio, status e outras sensações que o ser humano gosta de sentir.
A motivação é resultante dos impulsos internos, dos desejos, das necessidades individuais que cada pessoa como ser único busca concretizar. O meio externo, as organizações não são origem da motivação. A organização, enquanto meio social, poderá facilitar ou barrar a realização dos desejos e a satisfação das necessidades. Na realidade, as frustrações constantes podem levar o indivíduo à apatia, ao descontentamento, e à desmotivação (AGUIAR, 1997, p. 270). Pelas considerações acima expostas, verifica-se que  a motivação está intrínseca ao sujeito; o ser humano somente se sente  motivado a partir do momento em que houver um objetivo, uma razão,  algo a ser atingido, uma meta.

domingo, 4 de abril de 2010

Estudar é coisa séria





ESTUDAR... O CAMINHO DO SUCESSO....



ESTUDAR NÃO É DECORAR

          Em primeiro lugar nós temos que nos organizar para estudar. Estudar por estudar não leva a lugar nenhum. Passa-se muito tempo na frente de um livro ou caderno e o que fica retido na nossa mente é muito pouco. A primeira regra e a mais importante de todas é: QUERER ESTUDAR. Sentir vontade de aprender, de crescer, de evoluir, de ser alguém no futuro. Com estudo já é difícil, imagine sem estudo. Estudos mostram que o grande problema em estudar não é o problema de ordem mental e sim, o da falta de métodos para estudar. Geralmente o aluno deixa para estudar na última hora, improvisa os estudos. Estudar é técnica, estudar é atividade mental, estudar não é improvisar. Na maioria dos casos o aluno nunca aprendeu como se deve estudar. Apenas estuda por estudar. Estuda apenas para decorar.
           Estudar não é decorar. Estudar é ver, estudar é compreender, estudar é saber o porquê. Estudar é crescer. Estudar é saber explicar. Para estudar temos que prestar atenção em várias situações que podem atrapalhar a nossa compreensão, os nossos estudos. Antes de começar a estudar temos que fazer uma análise de como nos encontramos, de como estamos no momento. Existe uma lista de situações que pode atrapalhar os nossos estudos. O nosso estado emocional, o nosso corpo, a nossa mente, o local, a temperatura, a fome, o que vamos estudar, como vamos estudar etc., são alguns exemplos do que pode atrapalhar os estudos.
          Saber estudar é muito importante. Não se deve estudar por estudar. Deve-se gostar, deve-se saber que estudando, se cresce com mais cultura, se garante um futuro melhor etc. Devemos estudar não porque os pais mandam, mas porque é importante para a nossa vida. Estudar é aplicar a nossa memória para a aquisição de novos conhecimentos. Estudar é uma aprendizagem. Quando estudamos, estamos crescendo, novos conhecimentos estamos tendo. Melhor vamos compreender as coisas que nos rodeiam. Não se deve fazer distinção entre as matérias, todas são importantes.


COMECE A ESTUDAR PELAS MATÉRIAS MAIS DIFÍCEIS

          Muitos alunos não gostam de estudar matemática, português etc., acham essas matérias difíceis. São matérias que apenas exigem mais raciocínio. Não devemos estudar matemática sem ficar treinando a tabuada. Se não treinar a tabuada a matemática poderá ser difícil. Nesse caso não é a matemática: é a tabuada. Português: você tem que estudar os verbos, saber falar direito, falar como aprendeu, como estudou... Nunca faça só a lição que o professor mandou, as matérias difíceis exigem sempre um treinamento... Lembre da tabuada... É importante saber por onde começar a estudar.
          Devemos prestar mais atenção nas matérias mais difíceis, elas exigem mais concentração...Temos que nos concentrar muito mais. O corpo e a mente devem estar descansados. Temos que ter mais condições para “pensar”. A primeira matéria que se começa a estudar em casa todos os dias é a matéria mais difícil para você, a que exige mais concentração; você precisa de total tranqüilidade. A segunda matéria a ser estudada é seguir a ordem decrescente de dificuldade e assim por diante. Estudando horas as matérias mais fáceis, fatalmente você fica cansado, as costas doem, os olhos ardem, fica sem vontade de estudar (...), perde a concentração. E quando chegar o momento de estudar uma matéria difícil, já está desanimado. É na matéria difícil que você precisa de mais concentração.



EM CASA CUIDADO COM O TEMPO E INTERVALOS ENTRE AS MATÉRIAS


          Estamos em um assunto muito importante, o tempo para se estudar uma matéria e os intervalos que se deve descansar. Preste atenção, estudando em casa, não se deve estudar um assunto mais de 50 minutos. Quando der 50 minutos você deve descansar. A cada 50 minutos de estudo, descanse uns 15 minutos e depois volte a estudar. Lembre-se: quando descansar não pode ficar no local de estudos descansando. Ficando no local, os olhos ficam vendo os livros, as apostilas, os cadernos etc., a gente não descansa dessa maneira. Quando der um intervalo para descansar, saia do local, ande pela casa, vá até o jardim, respire fundo, tome um pouco de água etc. Realmente descanse e não faça de conta que está descansando. Não se deve ficar horas a fio estudando. Podemos ficar nervosos por não estarmos entendendo um assunto e esse nervosismo pode aumentar prejudicando até as outras matérias que ainda temos que estudar.
          Se estiver estudando uma matéria e só levou 10 minutos para estudar, não passe para outra matéria. Descanse os 15 minutos mais ou menos e volte a estudar então outra matéria. Esse tempo que você está dando de intervalo é para os olhos não cansarem, o corpo não doer, não se desanimar (...), não ficar nervoso por não estar entendendo direito etc. O intervalo é muito importante.


SÓ O MATERIAL A SER ESTUDADO DEVE FICAR SOBRE A MESA

          Aqui vai outra grande observação. O material que deve ser estudado não pode “sufocar” quem estuda. O aluno de um modo geral gosta de ler muito pouco. Adora ler livros finos, com letras grandes e cheio de figuras. A quantidade do material a ser lido tem importância até para começar a estudar. Com muita coisa para ler a gente desanima. Vai deixando... Deixando... Quando for estudar uma matéria, jamais deixe livros, apostilas etc. de outra matéria sobre a mesa que está estudando. A gente desanima porque está vendo muito livro para ler e estudar. Quando tem pouca coisa para estudar a gente estuda mais animado.
          Se você tiver problemas, por exemplo, de aprendizagem com a matemática, só o fato de estar vendo os livros mesmo fechados, pode afetar o ato de estudar outra matéria. Assim, nunca mais deixe livros, cadernos, apostilas etc., sobre a mesa. Se estiver estudando geografia, por exemplo, nunca deixe livros, cadernos, apostilas etc. de matemática ou outra matéria.
          Estude uma matéria por vez. Quando estiver estudando uma matéria sem os livros das outras matérias, faça o mesmo com a própria matéria. Não deixe apostilhas, fotocópias, livros, cadernos etc. sobre a mesa. Coloque apenas o necessário para estudar. Além de não ficar muito volume do que se tem para estudar, a mesa fica mais organizada.


LOCAL ADEQUADO PARA ESTUDAR, SALA OU QUARTO

          Um estudante deve sempre escolher um ambiente calmo, um ambiente sadio para estudar. O ambiente pode tirar totalmente a concentração. Um ambiente adequado proporciona vontade até em estudar. Tudo fica em harmonia. O melhor ambiente é uma sala tipo biblioteca, sala de estudos. O aluno deve estudar em um ambiente adequado, um ambiente tranqüilo. O ambiente correto para estudar deve ser um que lembra estudos, mapas, cartazes, avisos etc. Nunca pôster de cantores, surfe etc. O ambiente deve ser harmonioso aos estudos. Tudo no local deve lembrar estudos e não lazer. Quadros por exemplo, podem tirar a atenção. Um ambiente sem muito requinte, sem muito luxo, sem muita novidade. Caso não tenha esse ambiente, a próxima opção é a sala de estar.
          A sala de estar é o segundo melhor local para se estudar. Não é um local para dormir como é o quarto. Se estiver estudando na sala com televisão ligada, entra e sai de pessoas, este ambiente é ruim. Nunca estude em um local onde pessoas entram e saem, isso tira totalmente a concentração. Caso sua sala seja assim, escolha então o quarto para estudar. Estudando no quarto observe a seguir: O quarto é o pior ambiente para se estudar... Desde pequenos aprendemos que o quarto é para descansar. Quando levamos uma palmada da mamãe, por exemplo, é para o quarto que corremos. Quando estamos com sono é o quarto que procuramos. Quando estamos cansados ou tristes é para o quarto que nos dirigimos.
          Assim, o quarto quer dizer para o nosso inconsciente que é um ambiente para descansar e não estudar. Nós somos sugestionáveis. Quando alguém abre a boca com sono em nossa frente, nós também abrimos. O quarto é o melhor e o único ambiente para se descansar, para dormir, nós sabemos disso. Se você não tem outro local para estudar, não faz mal, faça o seguinte: arraste a mesa para a parede. Sente de frente para a parede. Suas costas deverão ficar voltadas para a cama, guarda-roupa, travesseiro, lençol etc. Tudo que é para descansar não devemos estar vendo. Se a gente começar a estudar e ficar vendo a cama, lençol etc., o nosso inconsciente pode ter vontade de descansar. O sono vai aparecer em instantes. No lugar que se descansa não se trabalha. Estudar é trabalhar. 







ESTUDAR É COISA SÉRIA...




ESTUDOS EM GRUPO, BRINCADEIRAS , ESCREVER, APAGAR E PAPEL SEM PAUTA.


          Estudar em grupo pode ser bom ou ruim demais. Se estudar com quem sabe é uma coisa, mas se for estudar com quem sabe menos que você é muito ruim. Você não aprenderá nada, pois tem alguém lhe atrapalhando. Além disso, tem que tomar cuidado para ver se os “amigos” querem realmente estudar ou querem brincar. É comum comer muito biscoito, tomar refrigerante bater papo etc., e estudar, nada.
          Devemos brincar com brincadeiras inteligentes, sadias, com brincadeiras que nos ajudam Estudar é aprender. Aprender é viver. Viver é estudar. É brincar. Brincar é crescer. Brincar é aprender. Brincadeiras de mau gosto, brincadeiras violentas que podem machucar, não devemos brincar. Escolher uma brincadeira calma, uma brincadeira que exige raciocínio é excelente. Brincar de xadrez, damas, jogo de perguntas e respostas, jogo de caça palavras, risque-rabisque, qual é a palavra que estou pensando, perguntas e respostas sobre a aula etc., são jogos inteligentes que nos deixam cada vez mais inteligentes.
          Estudar sobre um material limpo, organizado e bonito dá mais prazer. Tem muita gente que escreve com o caderno todo virado, com a caneta entre os dedos indicador e médio, aperta muito o lápis no caderno, faz marcas etc. Primeiro vamos aprender a segurar a caneta. Pegue entre os dedos polegar e indicador. Apóie a mão no caderno e faça movimentos com os dedos. Quando for apagar tome cuidado. Não faça movimentos grandes. Cuide ao passar a borracha no papel para não rasgar e não borrar. Não segure a borracha pela ponta, pela extremidade contrária que vai tocar no papel. Segure bem perto de onde vai passar no papel.Assim sendo, não precisa apertar muito. Pequenos movimentos apagarão o que deseja.
           Uma coisa muito importante e que muita gente não dá valor é onde se escreve. Nunca escreva em papel sem pautas (linhas). De início é péssimo para a sua coordenação (movimentos). Você necessita de um ponto de referência, você necessita muito das linhas. São elas que darão orientação para não subir e não descer no papel enquanto escreve. Escrevendo em papel sem pauta a sua letra fica mais feia. Demora mais para escrever. Pensa-se mais em como escrever e não no que está escrevendo.


SALA DE AULA, AMIZADES, RECREIOS, O PROFISSIONAL, PERGUNTAS ...


          Estudar “bem” numa sala de aula, muitas vezes é difícil. Muitos colegas são bagunceiros, nos atrapalham. Geralmente os amigos bagunceiros sentam no final das carteiras, as carteiras que ficam nas paredes no final da sala. Se quiser aprender não sente atrás. Muita coisa faz distrair, até as cabeças dos colegas se mexendo muito, nos atrapalha. Sem dúvida a melhor posição para se estudar é sentar nas primeiras carteiras. Você ouve bem os professores, não tem tanta bagunça e enxerga melhor o quadro. A iluminação é mais clara. As pessoas geralmente que sentam nas primeiras carteiras não conversam. As amizades que você arruma podem ser boas ou ruins. Escolha amizades que conversam com você coisas sadias, que não falam palavrões, que não são brigonas etc. Uma boa amizade é importante. Seus pais devem sempre saber quem são seus amigos.
          Se tiver um amigo em especial no colégio, na sua sala, jamais sente ao lado dele. Sentando ao lado dele você vai se prejudicar nos estudos. Com certeza vocês conversarão o tempo todo. Enfim, escolha amigos que gostam de brincar com as mesmas coisas que você gosta. Que gostam de estudar. Amigos que não mexem nas coisas dos outros... Amigos obedientes, estudiosos, respeitadores...
          O recreio foi feito para você descansar. Descansar é diferente de se cansar. Em primeiro lugar, quando bater o sinal do recreio, não saia correndo, é assim que se machuca. Saia com calma. Leve seu lanche com segurança, sente-se num lugar calmo e merende. Não lanche perto de meninos jogando bola, correndo etc. Além de causar poeira podem bater em você e se molhar; pode perder seu lanche. Voltando a lembrar, mesmo que não tenha lanche, não fique dentro da sala de aula. Saia se distráia, se acalme, tome uma água, passeie pelo pátio do colégio etc. Jamais se canse, nunca vá para o recreio para jogar bola, correr, brincar de pega-pega, de poeira etc. Não corra para não se cansar porque além de cansar pode se machucar.
          Observe que todos que correm demais na hora do recreio entram na sala suados, molhados, cansados... Não conseguem se concentrar estão agitados, incomodados. Em tudo que pegam deixam molhado... Molha o caderno, borra o que escreveu, suja o livro etc. Não esqueça, recreio é para descansar e não para se cansar.
          O “profissional” tem arte em estudar. Estudar é inteligência. Estudar é organização. Lembre: “um aluno bem aplicado nunca estuda o mesmo assunto com um intervalo (tempo) superior a 24 horas”. Isso quer dizer, sempre se deve estudar o assunto dado antes de receber novo assunto do professor. Se você estuda pela manhã no colégio, estude à tarde em casa. Não deixe para estudar muito tarde da noite. O sono e o cansaço vão atrapalhar. Se estudar à tarde no colégio, estude em casa pela manhã. Se organize. Estude sete dias por semana e não um valendo sete. Se estuda (trabalha) oito horas por dia, 4 no colégio e mais 4 horas em casa (no mínimo). Pegue seu material de estudos e siga todas as orientações que aprendeu até agora. Lembre: quanto menos se entende uma matéria, mas se deve estudar.
          Estudar não é somente fazer as tarefas, a lição que o professor mandou. Estudar é também revisar outros assuntos, é manter o que aprendeu sempre na memória. Nunca estude apenas fazendo as tarefas mínimas necessárias. Estude para cada dia ser melhor a compreensão. Fazer as tarefas é também organizar os livros, os cadernos para o outro dia. Nunca leve todo o material que você tem para o colégio, faz muito peso nas costas e pode lhe prejudicar fisicamente. Leve o que o quadro de horários indica.

Perguntas mais frequentes sobre Hipnose



                CURIOSIDADES SOB FORMA DE PERGUNTAS E RESPOSTAS


1. O que é hipnose?
O termo hipnose, de origem grega hypnos, significa deus do sono.
             
2. Como se define hipnose?
A hipnose pode ser facilmente definida como um estado semelhante ao sono. A hipnose é uma forma de sugestão profunda. A hipnose é uma maneira de alguém aceitar sugestões.


3. Se hipnose é sugestão, então como se classifica?
Visto ser a hipnose um estado de relaxamento semelhante ao sono através da sugestão, e por ser a   sugestão classificada, temos duas categorias:
 a) Hetero-hipnose: estado hipnótico provocado por terceiros.
 b) Auto-hipnose: quando a própria pessoa provoca o estado hipnótico.

4. O que é estado hipnótico?
Estado hipnótico é o estado de sonolência que se aproxima ao sono, provocado por sugestão. É um estado de dissociação do consciente, em que se fica parcialmente fora da realidade.

5. Pela definição anterior, a palavra hipnose não será inadequada?
Se formos analisar profundamente o sono, veremos que os reflexos são baixos e muitas vezes ausentes, enquanto na hipnose eles estão presentes, portanto a definição de hipnose como relacio­nada ao "deus do sono" não corresponde muito à realidade.

6. A pessoa hipnotizada sabe o que está acontecendo?
Sim, na realidade a pessoa se encontra semiconsciente do que está acontecendo ao seu redor. A pessoa jamais sai de si, como mui­tos imaginam. Não esqueça que hipnose é uma sugestão com que ela concorda.

7. Quando apareceu a hipnose?
A hipnose é tão antigo quanto o homem. Segundo a Bíblia, "Deus adormeceu Adão para extrair-lhe uma costela". Os magos e os feiticeiros já empregavam a hipnose em seus trabalhos conhecidos como "feitiços". Estes "mestres" julgavam tratar-se de uma força espiritual, um milagre, mágica ou magnetismo, que só os privilegiados, santos, ou mesmo os demônios, possuíam. Hoje, na linha cien­tífica, sabe-se que não era espírito ou coisa parecida e sim, forças exploradas do cérebro humano através da superstição, medo, crença etc.

8. Afinal, como surgiu este nome?
Como já observamos, o estado hipnótico ou transe era muito empregado pelos feiticeiros como bruxaria. Em 1843, Dr. James Braid, um médico inglês, adotou a palavra "hipnose" para nomear este estado.

9. O que quer dizer hipnotismo?
Hipnotismo é a arte e a ciência de se induzir uma pessoa a um estado semelhante ao sono. Como já vimos anteriormente, este ato de indução pode ser provocado pela própria pessoa ou por terceiros (veja a quarta pergunta).


10. Qual a sua definição de hipnose?
Defino hipnose como um estado de relaxamento provocado por indução, que amortiza a percepção externa.

11. Por que existe a hipnose?
Só é possível levar-se alguém ao estado hipnótico porque todo ser humano é sugestionável. Se não existisse a sugestão, não existiria a hipnose.

12. Todo mundo é sugestionável?
Sim, somos todos passíveis de ser influenciados por pensamen­tos, atos, palavras, imagens.

13. Ser influenciado é bom?
Depende. Compare a sugestão ao bisturi de um cirurgião: na mão de um bom médico, faz coisas boas e salva vidas; nas mãos de um mau médico, pode ser fatal. A sugestão é a mesma coisa, depende do que é sugestionado. As expressões "somos aquilo que pensamos" e "para viver feliz é preciso pensar em ser" são amostras de que a sugestão por pensamentos é positiva. Expressões como "você não presta", "você é um infeliz" são exemplos de sugestão negativa.

14. O que quer dizer hipnotizador?
Hipnotizador é o nome dado a pessoa que emprega o hipnotismo em terceiros.

15.O que quer dizer hipnólogo?
Hypnos = sono, logos estudo, portanto refere-se a quem estuda o hipnotismo, não necessariamente um hipnotizador.

16.O que quer dizer hipnotizado?
Hipnotizado é a pessoa que está em estado de hipnotismo.

17.O que quer dizer hipnotizável?
Hipnotizável é a pessoa suscetível à sugestão hipnótica.

18. Todo mundo é hipnotizável?
Geralmente sim. Estatísticas mostram que noventa e cinco por cento das pessoas são suscetíveis à sugestão e cinco por cento são refratárias.

19. O que significa refratária em hipnotismo?
Refratárias são as pessoas que não aceitam ou não conseguem concentrar-se e receber a sugestão.

20. Qual o segredo fundamental da hipnose?
Dentre as condições necessárias para atingir-se o estado hipnó­tico, é de vital importância evitar a consciência. O objetivo primor­dial é ter-se um único pensamento dirigido a um objeto estimulante.

21. A hipnose pode ser superficial ou profunda?
Sim, isto depende exclusivamente do grau de sugestão a que é induzida a pessoa.

22. O hipnotizador depende do hipnotizável?
Totalmente. A primeira coisa que deve ser sugerida é que aceite passivamente as sugestões.

23. O que quer dizer passivamente?
A palavra passivamente significa que as sugestões não devem ser "raciocinadas" pela pessoa por dedução lógica mas sim, chegar ao inconsciente sob forma inalterada.

24. Existe mistério na hipnose?
De maneira alguma, ela simplesmente se baseia nas relações psicológicas que existem entre o consciente e subconsciente.

25. Quer dizer que os hipnotizadores na verdade não possuem poderes incomuns?
Absolutamente, o hipnotizador é simplesmente uma pessoa que aprendeu a arte de provocar sugestão efetiva, além de indicar ao hipnotizável como fazer para atingi-la.

26. Afinal de contas, de quem é o mérito?
É do hipnotizado, por aceitar sua sugestionabilidade, hipnotizan­do a si próprio. O mérito do hipnotizador está em saber como con­duzir as idéias da sugestão.

27. Quais são as maiores barreiras à hipnose?
Sem dúvida as idéias errôneas que se fazem sobre a hipnose pela ficção científica; o que se fala fora da realidade; as "atrações circen­ses" e ainda o medo são as maiores barreiras à hipnose.

28. Dê um exemplo do que entende por ficção científica?
Hipnotizar alguém e mandar roubar, matar, tirar a roupa etc.

29. Dê um exemplo do que entende por "atração circense"?
Hipnotizar alguém e ordenar-lhe que imite um macaco, um galo, uma tábua humana etc., para que todos possam rir e o hipnotizador se autopromover. Existem "professores" de controle da mente e outros, que infelizmente agem desta maneira.

  30. Isto quer dizer que se alguém for hipnotizado e lhe ordenarem que roube, ele não o fará?
  Exato. Lembre-se: que uma pessoa jamais fará o que não desejar. É o princípio da individualidade e da
  liberdade. Não esqueça de que tudo que for contra o moral e o princípio lógico da pessoa será por ela
  recusado, a menos que esse moral não represente para ela o mesmo que representa para você. Se no íntimo
  ela aceita tirar a blusa e até pratica o topless, acaba por aceitar a ordem mental. Não devemos esquecer que
  a pessoa que está hipno­tizada tem seus reflexos presentes, sabe tudo o que está acontecen­do e simplesmente
  aceita a sugestão, que é o princípio do hipnotismo.

31. No hipnotismo o hipnotizado não faz nada de anti-social?
Exatamente, o hipnotizado jamais fará alguma coisa que vá con­tra seus próprios princípios morais. Não esqueça mais uma vez que o hipnotizado não perde sua capacidade de selecionar as sugestões de acordo com sua própria vontade. Não esqueça também que jamais o hipnotizado fica à mercê da vontade do hipnotizador, e que ele só entra em transe hipnótico se assim o desejar. O hipnotizado só faz aquilo que seus princípios morais lhe permitem.

32. É possível alguém ficar definitivamente em estado hipnótico?
Até o presente não se têm notícias de um hipnotizado que não tenha voltado ao estado de vigília. Infelizmente, muita gente mal informada acha ou pensa o contrário, principalmente devido às que chamei de ficção científica. Lembre-se mais uma vez: estar hipno­tizado é simplesmente aceitar uma concentração da atenção que foi induzida.

33.O hipnotizado sai do estado hipnótico na hora que desejar?
Sim, tanto o hipnotista (hipnotizador) como o hipnotizado suspendem a sessão na hora que bem entenderem. Basta à vontade de urinar por parte do hipnotizado, por exemplo, para que este peça para sair ou simplesmente saia sozinho do estado hipnótico.

34. Muita gente diz que a hipnose é milagrosa.  Pode-se realmente curar alguém em apenas uma sessão?
A hipnose não faz milagres, é simplesmente o efeito da força que existe dentro de nós. Dependendo do grau da doença ou da sugestionabilidade por parte da pessoa, há casos em que uma ou duas sessões conseguem curar, ou melhor, não se cura ninguém, é a própria pessoa quem se cura. Entretanto, na maioria dos casos as sessões precisam ser em maior número; tudo é muito relativo, depen­dendo do tipo de pessoa.

35. Qual é a melhor pessoa para a hipnose?
A melhor pessoa, indiscutivelmente, é aquela que tem um motivo pelo qual deseja ser hipnotizada. O desejo do êxito está em seu íntimo e esta pessoa não medirá esforços para se ajudar. Tratarei deste assunto com mais detalhes mais adiante.

36. Uma pessoa inteligente é mais fácil de se hipnotizar do que um débil mental?
Sim, uma pessoa inteligente tem mais facilidade de se concentrar e aceitar sugestões, de usar a imaginação e a criatividade, de compre­ender os reais objetivos da hipnose e saber que é apenas um método terapêutico, ao passo que um débil mental não tem esta facilidade. Voltaremos a estudar este assunto nos próximos capítulos.

37. Em estado profundo a pessoa fica inconsciente?
De maneira alguma, o estado profundo nada mais é do que um grau mais acentuado de sugestionabilidade. Seja no estado superficial ou profundo, a pessoa está cônscia do que se passa a seu redor e poderá sair do estado hipnótico se o desejar.

38. A hipnose cria dependência mental?
Em linhas gerais não. Mas há raríssimos casos de dependência na história da hipnose. Em hipnose, a dependência é à vontade de querer permanecer no estado de relaxamento. Nestes casos o tera­peuta deve ensinar a auto-hipnose ou uma variedade de exercícios (abordarei adiante).

39.A hipnose cura todas as doenças?
Não, existem casos clínicos apenas somáticos. Muitos casos psicossomáticos  podem apresentar um profundo desenvolvimento somático, para os quais a hipnose será de grande ajuda. Nos casos psicossomáticos  a hipnose é bastante promissora, pois o que a mente causa a mente cura.

40. Leva-se muito tempo para hipnotizar alguém?
Depende exclusivamente da aceitação por parte do hipnotizável, mas a média de uma sessão hipnótica é de 50 minutos.

41. A pessoa pode ser hipnotizada em qualquer lugar?
Na hipnose que chamo de circense pode, bastando para isso que o hipnotizador consiga que o hipnotizável concentre a atenção nele, não se permitindo distrair pelos sons e o ambiente externo. Na hipnose clássica, com objetivos terapêuticos, é aconselhável praticar-se em ambientes adequados.

42. Existe mais de uma maneira de hipnotizar-se alguém?
Sim, têm as hipnoses pelo sono, magnéticas, visuais, sonoras, verbais e os estados conseguidos pelos narcóticos.

43. Há uma posição especifica para se hipnotizar?
Não exatamente, se pode hipnotizar alguém que esteja em pé, sentado ou até mesmo deitado. O mais correto para que se obtenha um melhor relaxamento são as posições sentada e deitada.

44. Após a sessão hipnótica a pessoa se recorda do ocorrido?
Em certos casos ela pode lembrar-se de tudo o que falou ou escutou, em outros casos, a recordação é parcial. Há uma técnica chamada amnésia pós-hipnótica para que a pessoa não se recorde do ocorrido. Nestes casos, se existe memória da sessão hipnótica, a pessoa fica em dúvida se não foi um sonho.

45. Quando, em tratamento hipnótico, são necessárias sessões diárias?
Isto dependerá das razões para a hipnose e da disponibilidade do operador e da pessoa. Em média, serão três encontros semanais.

46. A hipnose pode contribuir no relacionamento interpessoal?
Pode, e muito. Lembre-se de que somos aquilo que pensamos. Grandes problemas de relacionamento estão ligados a timidez, a falta de criatividade, insegurança, nervosismo etc. A hipnose ajuda nestes casos, contribuindo enormemente para a mudança de atitudes.

47. Dê um exemplo de um problema em que a hipnose pode ajudar?
Temos os casos de enurese, gagueira, alergias, tiques nervosos e centenas de outros.

48. Como se sabe se a pessoa está em estado hipnótico?
Após a indução superficial ou profunda, existem vários testes para averiguar-se a veracidade do estado hipnótico.

49. Pode-se fazer regressões ao útero e a vidas passadas pela hipnose?
Quanto às regressões de idade, momento do nascimento e vida uterina, elas são perfeitamente comprováveis pelos pais. Mas a regressão a vidas passadas é uma questão de crença, não existindo até hoje um meio de se comprovar sua veracidade. Esta questão não pertence ao hipnotismo, que apenas utiliza as técnicas hipnóticas para induzir determinados estados.

50. Por que a hipnose é mais usada por médicos do que por psicólogos?
Já vimos anteriormente que a hipnose era utilizada pelos feiti­ceiros, bruxos e magos da Idade Média, quando tudo era comandado pela Igreja. Com a revolução protestante e a revolta contra o domí­nio da Igreja, surgiu um novo espírito, o Científico, que deu origem às grandes Ciências e a grandes nomes como Descartes, Bacon, Newton, Lavoisier, Galileu, Maquiavel, Adam Smith e tantos outros, inclusive o médico inglês James Braid que em 1843 batizou a antiga bruxaria com o nome de hipnose. A hipnose foi desde esta época estudada e divulgada pelos médicos porque a ciência da mente, a psicologia, é muito mais recente. Contudo, se analisarmos a questão do hipnotismo, veremos que é baseado no inter-relacionamento consciente/subconsciente, matéria hoje estudada profundamente pelos psicólogos, e que sem dúvida deveria fazer parte de seus extensos estudos sobre a mente humana.

ESTRESSE



ESTRESSE (português) STRESS (inglês) é uma palavra advinda do latim que no século XVII representou popularmente “adversidade” ou “aflição”. Já no término do século XVIII passou a representar “força”, “pressão”.

SINTOMAS

              Os sintomas do estresse são os mais variados possíveis. Alguns são tão sutis que quase não percebemos outros, marcantes. Como os sintomas do estresse não são necessariamente só de um tipo, muitas pessoas deixam de relatar “sintomas” aos seus médicos por acharem que não se enquadram com a especialidade. Somente para ilustrar, muitas pessoas não sabem, por exemplo, que o excesso de cáries, aftas constantes e problemas de gengivas podem estar associados ao estresse. Mãos suadas, úmidas e/ou geladas, irritações cutâneas, alergias, respiração curta e acelerada, ou seja, respiração rápida, “nó” na garganta, nó no estômago, acidez no estômago, azia ou dispepsia, falta de apetite, anorexia (redução ou perda de apetite), sensação de estar com o estômago “embolado”, dor de cabeça, queda de cabelo, uma variedade de problemas dermatológicos, tremores musculares, ranger de dentes, falta de estímulos, irritabilidade, dificuldade no sono, insônia, idéias fixas, moleza, disposição ao excesso de negativismo, nervosismo, dor no peito, dificuldade de concentração, suor abundante, envelhecimento precoce, sentimentos de inferioridade, incapacidade de enfrentar situações desafiadoras, sensação de inutilidade, desinteresse pela vida, sentimento de culpa, letargia (estado de abatimento moral/físico), falta de ação, desânimo, melancolia, pânicos súbitos, etc. Se o estresse não for controlado e se estiver constantemente na pessoa, pode levar ao enfarte, pressão alta, artrites, asma e uma variedade de doenças de pele. Esses e outros sintomas desenvolvem graves reações psicológicas e biológicas nos sistemas neurológico, circulatório, respiratório, tegumentar (pele), digestivo etc. Quando o estresse se torna grave, geralmente resulta em profundas enfermidades físicas ou emocionais. Arteriosclerose (endurecimento das artérias), depressão, hipertensão, suicídio, enfarte... São algumas das doenças.

DEFINIÇÃO

1)      Estresse é um estado psicofisiológico gerado quando da incapacidade de resolver situações.
2)      Agitação, Ansiedade  e Tristeza geram estados de tensão que podemos chamar de estresse.
3)      Estresse é um estado caracterizado por uma somatória de reações psíquicas e fisiológicas do organismo a certos estímulos que desencadeiam tensão.

FATORES

             Estresse ataca indivíduos em qualquer sociedade e de qualquer idade. Desde a dona de casa, ao estudante, ao funcionário, ao executivo etc., todos estão à mercê do Estresse. O melhor remédio não é o remédio, é a prevenção... Ansiedade por provas, vestibulares, concursos, dificuldades em se relacionar, dificuldades e rotinas no emprego, responsabilidades profissionais, indecisões profissionais, medo de perder o emprego, medo do futuro, dificuldades financeiras, intervenções sociais, casamento, papéis sociais, ambientes castradores, trânsito, doenças, moradias em desequilíbrio, pensamentos negativos, etc., geram ESTRESSE. O estresse abraça pessoas de baixa, média e alta idade. Mais de 90% das doenças são psicossomáticas (a mente está interferindo)... Os Médicos afirmam que o estresse não mata. O que mata é a maneira de como reagimos a ele.
              O Estresse gera milhares de doenças psicossomáticas muitas vezes criando vícios, desequilibrando, mutilando, levando ao óbito, destruindo casamentos etc. Todo ser humano de uma maneira ou outra sofre de uma “forma” ou de outra, de estresse. O meio ambiente é um fator importante desencadeante do estresse. Fontes científicas anunciam que nas próximas décadas as doenças do Estresse serão maiores que AIDS e Câncer juntos. Mais de 50% das mortes por ano nos Estados Unidos são decorrentes de doenças associadas ao estresse.

O QUE AFETA

·         A primeira coisa que afeta é o nosso sentimento sobre nós próprios.
·         Altera a maneira que olhamos as coisas à nossa volta.
·         Alterações na emoção; sentimentos; ações... Influencias mentais...
·         Alterações na fisiologia, no físico, no psíquico, nas ações, no comportamento e no social.

FASES

          O estresse é tão antigo quanto ao Homem. Porém em 1936, o médico e pesquisador austríaco Dr. Hans Seyle enunciou pela primeira vez o conceito de estresse. Foi definida preliminarmente como uma síndrome geral de adaptação. Um conjunto geral de reações e não uma coisa específica que surge quando o organismo fica exposto a agentes agressores. Temos três níveis de respostas, fases à síndrome de adaptação.
1ª Fase
           Fase do alerta. Estresse agudo, ou seja, o alarme em conseqüência as reações psíquicas e fisiológicas. Encontramos nessa fase a liberação da adrenalina. Nesta fase do alarme ou alerta, a pessoa convive com novas experiências e que, muitas vezes, não associa ou identifica como estresse.
2ª Fase
           Fase adaptativa. Estresse crônico, ou seja, a fase da resistência. Encontramos nessa fase o hormônio glicocorticóide. É nessa fase que a pessoa tenta se adaptar a tais situações, ou seja, tenta restabelecer um equilíbrio interno.
3ª Fase
           Fase da exaustão. Existe nessa fase a falência orgânica múltipla. Conforme a adaptação, conforme o equilíbrio, alguns sintomas desaparecem. É nessa adaptação que utiliza a energia que o organismo necessita para outras funções vitais. Assim, a terceira fase é a falta dessa energia, ou seja, a exaustão. Alguns sintomas podem voltar outros se desenvolvem.

SAÍDAS

·         Aprender a controlar e a cortar o que alimenta o estresse.
·         Cortar o sentimento negativo que nos envolve.
·         Mudar a maneira de olhar as coisas.
·         Mudança no pensar que estresse não é o acúmulo de coisas e sim, a maneira de como as enxergamos.
·         Alterar o nosso sentimento sobre nós mesmos...
·         Olhar para dentro de si...
·         Reservar minutos ao dia para si.
·         Praticar exercícios mentais.
·         Praticar exercícios respiratórios.
·         Praticar exercícios de mentalização.
·         Praticar exercícios físicos.
·         Caminhadas.
·         Mudanças em hábitos alimentares.
·         Leitura a fim de encontrar mudanças nos pensamentos castradores herdados.
·         Apoio Familiar, Médico, Psicoterápico, etc.

Pós-Graduação



        A PÓS-GRADUAÇÃO tem por objetivo a formação de pessoal qualificado técnica e cientificamente para o exercício das atividades profissionais, tanto de ensino como de pesquisa. A PÓS-GRADUAÇÃO se divide em duas áreas distintas com objetivos e exigências também distintas. Temos então a pós- graduação a nível STRICTO SENSU e a pós- graduação a nível LATO SENSU.

STRICTO SENSU

       Expressão em latim que quer dizer “em sentido restrito”, palavra que se refere a algo no sentido mais restrito. A expressão stricto sensu aplica-se aos cursos de mestrado,doutorado e pós-doutorado. São cursos de maior profundidade que os de especialização e geralmente mais longos. São reconhecidos pelo MEC e classificados pelo CAPES. Esses cursos recebem Diploma de Graduação.
As pós-graduações stricto sensu compreendem programas de mestrado e doutoradoabertos a candidatos diplomados em cursos superiores de graduação e que atendam às exigências das instituições de ensino além do edital de seleção dos alunos (art. 44, III, Lei nº 9.394/1996.).
Os cursos de pós-graduação stricto sensu são sujeitos às exigências de autorização,reconhecimento e renovação de reconhecimento previstas na legislação - Resolução CNE/CES nº 1/2001, alterada pela Resolução CNE/CES nº 24/2002.
Os cursos de mestrado e doutorado são voltados, principalmente, para quem pretende seguir carreira acadêmica. O processo de seleção costuma ser mais rigoroso e, para concluir o curso, é necessária a apresentação de uma dissertação para o Mestrado e de uma tese para o Doutorado. Para que uma instituição ofereça um curso stricto sensu, é preciso ter reconhecimento do MEC.
Em uma análise mais detalhada sobre o curso de pós-graduação stricto sensu, que engloba os níveis de mestrado, temos o mestrado profissional (que prepara para o mercado profissional) e o mestrado acadêmico(que prepara para o mercado acadêmico).
O curso de pós-graduação stricto sensu, que engloba os níveis de doutorado, está mais voltado para a formação de pesquisadores e que pretendam seguir carreira acadêmica (tornar-se pesquisadores e professores universitários). Todo doutor é mestre, no Brasil para se fazer o doutorado tem que ter o mestrado.
Os diplomas de mestrado e doutorado expedidos por universidades estrangeiras só poderão ser reconhecidos por universidades brasileiras que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados na mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou superior.
A pós graduação stricto sensu exige maior disponibilidade do aluno, inclusive com dedicação diária de estudo, além do horário das aulas. Um curso de pós-graduação stricto sensu a nível de Mestrado, exige que o aluno desenvolva um trabalho com alguma inovação à sua área de pesquisa, um projeto de pesquisa que resulte em uma dissertação. No doutorado, o aluno deve desenvolver um projeto de pesquisa que resulte em uma tese, que deve apresentar contribuições à sua área de pesquisa.
Títulos
· Para quem faz um curso de nível superior, uma graduação, por exemplo, medicina, direito etc., o título recebido é de Bel. (Bacharel).
· Para os que fazem o mestrado, com dissertação defendida, o título recebido é de Ms. (Mestre).
· Para os que fazem o doutorado, com tese defendida, o título recebido é de doutor. (Doutor).
· Para os que fazem o pós-doutorado, o título recebido é de pós-doutor. (pós-Doctor). 

Livre-docência é um título dado no Brasil por uma instituição de ensino superior, mediante concurso público aberto, apenas para portadores do título de doutor. Este título atesta uma qualidade superior na docência e na pesquisa. O concurso é aberto por edital e o candidato deverá submeter-se a uma prova escrita e a uma prova didática, desenvolver uma tese monográfica ou cumulativa sobre um tema acadêmico e defendê-la perante uma banca examinadora. Dependendo da área uma prova prática também é exigida. A livre-docência é regulada pelas Lei nº. 5.802/72 e nº. 6.096/74 e pelo Decreto 76.119/75 e pelo Parecer 826/98 do extinto Conselho Federal de Educação.
Nas universidades estaduais paulistas, ou seja, a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a Universidade Estadual Paulista (UNESP), a livre-docência é requisito para a candidatura a professor titular e o livre-docente recebe o título de professor-adjunto. Já nas universidades federais e particulares a livre-docência praticamente desapareceu. O doutor é professor-adjunto e pode, havendo vaga, prestar concurso para professor titular.
título de doutor é EXCLUSIVO para quem faz o doutorado com tese defendida e jamais para os graduados em direito, medicina, engenharia etc., que são chamados de Drs. Nem mesmo juízes de direito, são Drs. exceto quando da tese de doutorado. Usa-se o termo de Dr. por respeito à função e cultura em nosso país...

LATO SENSU

          Lato sensu – Expressão em latim que significa “em sentido amplo”, palavra que se refere a algo no sentido mais amploAs pós-graduações lato sensu compreende programas de especialização e incluem os cursos designados como MBA - Master BusinessCom duração mínima de 360 horas. No final do curso o aluno obterá certificado e não diploma. Para se fazer um curso de lato sensu a exigência é ter uma graduação, ou seja, são abertos a candidatos diplomados em cursos superiores e que atendam às exigências das instituições de ensino - art. 44, III, Lei nº 9.394/1996.

            Os cursos lato sensu podem ser de ESPECIALIZAÇÃO (tem que possuir mais de 360 horas/aulas) ou de APERFEIÇOAMENTO (menos de 360 horas/aula). Em geral, tem processo de seleção mais flexível do que o de um mestrado e são voltados para o mercado de trabalho. Não há avaliação nem reconhecimento do MEC desses cursos, mas, para serem oferecidos, a instituição precisa ser credenciada pelo MEC
São voltados ao aprimoramento acadêmico e profissional e com caráter de educação continuada. Têm um objetivo técnico-profissional específico, não abrangendo o campo total do saber em que se insere a especialidade. Como os cursos Lato Senso não oferecem diplomas e sim certificados, o aluno não se torna HABILITADO para uma profissão, exemplo, quem faz a graduação em pedagogia e pós (Lacto Sensu) em psicopedagogia, não é Psicopedagogo e não pode trabalhar como tal, apenas fez um curso de educação continuada... O diploma que habilita o curso superior para o mercado profissional, continua sendo de pedagogia. A pós-graduaçãolato sensu costuma ter um horário mais flexível. Um curso de pós-graduação lato sensu exige que o aluno escreva uma monografia, que consiste em uma revisão do estado da arte em alguma área de pesquisa e não necessariamente apresenta contribuição inovadora à área. É uma prática ilegal cursos de pós graduação Lato sensu aceitar alunos finalistas em cursos em graduação, se aceitarem, podem apenas como alunos ouvintes.